terça-feira, 23 de agosto de 2011

A QUARTA LÁGRIMA

Choro....
o doce  salgado da traição.
Meu coração lacrimeja sangue...
Meu corpo esfalecido, treme..
Eu, mais uma vez, divido-me, multiplico-me,
                                diminuo minha vontade...
Sofro a dor una e tripla...
Re-vivo outros momentos...
Quero urrar e silenciar...
Estou partida por dentro. 
A lágrima rega a plantinha frágil...
Penso naquela árvore velha e forte...
Agora, sou um rio secando...
               sou um céu sem mar...
                 sou um mar sem sol...
                    uma noite sem lua...
Penso mais uma vez na minha dor...
O poema não a traduz,
a palavra me falta...
Só há um punhal de prata, ferindo-me...
É uma dor multiplicada...
Busco o consolo da alma
                        e encontro outros momentos iguais
a esse da minha quarta lágrima, 
                                 no silêncio soturno da madrugada...

4 comentários:

  1. Tristes e lindos teus versos!beijos,tudo de bom,chica

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  2. Boa noite...que tristeza, solidão e dor...vamos mudar o rumo dessa historia? Alegrar o coração? Bjin...mas ficou belo assim mesmo.

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  3. Bom dia...digo sempre a mim mesma, que EU ME AMO, e se um dia, acontecer comigo, sairei em cima do salto, darei a volta por cima e jamais me desesperarei...Afinal, a fila anda e temos tao pouco tempo para viver...Amores vem e vão, quando fica, agradecemos, quando se vai, viramos as costas...Dor no peito pode ser forte, mas penso que: pior mesmo é sentir solidão á dois, isso sim é que mata! Amar por dois, sentir sozinha...Aff! Me sinto assim e nao tenho medo de confessar...Eu me amo, isso me basta! Bjin e fique com DEUS!

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